Projeto RIG – “Para você, o que é RIG?”

Considerando as mais de quatro décadas de atuação na área de Relações Institucionais e Governamentais, a Umbelino Lôbo decidiu mostrar um pouco mais sobre sua vivência como consultoria.

Para isso, propomos explorar o assunto através da visão de quem está diariamente em contato com o tema: a assessoria.

Dessa forma, a partir deste mês, publicaremos conteúdos da série “Projeto RIG”, visando observar nossa participação no mercado de Relações Institucionais, pautar debates e sugerir dicas para outros profissionais da área.

Neste primeiro momento, para apresentarmos essa nova linha editorial, lançamos o questionamento: “Para você, o que é RIG?”

Para Barbara Tayanne Oliveira, integrante da equipe de Back Office, o mundo de RIG é uma descoberta diária. “A área está sempre inovando, aprendo coisas novas todos os dias, a forma da comunicação muda de acordo com o ambiente e o governo, os interesses partem de diversas áreas também.”

De forma resumida, a definição de RIG, para ela, é “a atuação da sociedade civil, englobando a esfera privada, na defesa de seus interesses no âmbito público”, afirma. “É uma construção de relacionamento com o governo, claro que com princípios, transparência e diálogo.”

Para Stelle Rocio, responsável pelos temas de Economia; Meio Ambiente e Sustentabilidade; Relações Exteriores; Planejamento e Orçamento, a área se assemelha à de relações públicas, mas com foco no Governo, na sociedade civil e nos atores que impactam o processo de criação e articulação de políticas públicas. “É uma ação extremamente importante para criar mecanismos que possibilitem que projetos impactantes saiam do papel.”

Nesse sentido, Stelle pontua que essa importância também engloba os profissionais da área – quem cria e possibilita que as relações entre governo e empresas sejam construídas. “Os profissionais precisam entender as complexidades do processo político, identificar oportunidades e riscos para as organizações, e estabelecer relacionamentos e parcerias com as autoridades governamentais para promover seus interesses e objetivos”, afirma.

Primeiro contato

Bárbara e Stelle conheceram RIG durante a faculdade, por meio da Strategos, empresa júnior do curso de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB). Ana Júlia Gomes and Vanessa Moura, também assessoras da equipe de Back Office, possuem jornadas parecidas: ambas foram apresentadas à área por meio da Publicae, empresa júnior do curso de Gestão de Políticas Públicas (UnB).

A partir do projeto, Ana e Vanessa iniciaram seus processos de capacitação profissional para atuação no setor. Hoje, já inseridas no mercado de trabalho, as assessoras indicam que a vivência em uma consultoria especializada, como a Umbelino Lôbo, é uma oportunidade para o desenvolvimento de habilidades diariamente.

“É algo interdisciplinar que te desafia todos os dias”, conta Ana Júlia. “Sempre temos que estar aperfeiçoando mais nosso monitoramento e cada dia que passa temos mais conhecimento adquirido. O RIG permite a gente a ter uma noção muito boa do funcionamento da máquina pública.”

Sobre estes conhecimentos, as assessoras indicam os aprendizados sobre processo legislativo como uma das habilidades mais laboriosas de desenvolver. “O maior desafio foi colocar em prática esses conhecimentos enquanto eles estão acontecendo, seja acompanhando projetos nos Plenários ou nas Comissões, e compreender como as diferentes tramitações de proposições alteram os riscos e oportunidades para os clientes”, aponta Vanessa.

Para isso, Ana Júlia enfatiza a importância da organização no acompanhamento das temáticas de destaque para cada cliente. “Em RIG tudo pode acontecer a qualquer momento, estamos sempre sujeitos ao caos”, declara. “É preciso acompanhar temas e entender as burocracias do setor público. Sempre há uma chuva de conhecimentos novos que você tem que aprender.”

Desafios

Em adição aos desafios do dia a dia, as assessoras indicam o reconhecimento da área como um dos obstáculos que os profissionais ainda precisam lidar.

“A parte mais difícil é fazer com que as pessoas entendam que a área é honesta e todos os processos envolvidos cumprem a legalidade”, declara Stelle. “Infelizmente, o conceito difundido de ‘lobby’ é bastante prejudicial à imagem dos profissionais de RIG e de jeito nenhum reflete ao que fazemos diariamente.”

Para Bárbara, a maior dificuldade é passar para a sociedade a segurança e informação do que é RIG. “Sinto que é uma área vista muitas vezes como sinônimo de corrupção. É muito importante os profissionais de RIG e as consultorias tenham sempre uma política de transparência para passar maior ‘seriedade’ e segurança no nosso trabalho.”

Vanessa reforça que, nesse cenário, a profissão trabalha para institucionalizar o diálogo com o governo de maneira qualificada, mas que, para isso, deve estar pautada pela ética e legislação vigente. “O profissional é importante para institucionalizar o diálogo com o governo de maneira qualificada”, destaca. “A partir desse diálogo, há a possibilidade de influenciar o processo decisório, apresentar demandas, informações setoriais e posicionamentos, além de construir estratégicas e políticas públicas.”

Futuro

E assim, para ela, ofuturo da área de RIG está diretamente relacionado com a seleção e disponibilização de informações de qualidade, juntamente com análises de contextos econômicos, políticos e sociais. “Acredito que RIG trabalhará em conjunto com a área ESG (Environmental, Social and Governance), entendendo cada vez mais como incorporar aspectos ambientais e sociais dentro das empresas e do terceiro setor”, sugere. “Além disso, é preciso entender como o desenvolvimento de novas tecnologias pode influenciar nos processos de RIG, por exemplo por meio de ferramentas que auxiliam o trabalho dos profissionais.”

Bárbara também acredita que novas tecnologias podem auxiliar o processo de desenvolvimento e atualização do setor. “Nos últimos anos, as consultorias tiveram que se adaptar às transformações. O processo de avanço da tecnologia foi um fator fundamental na expansão e melhoria das análises de risco e produção de cenários políticos, com uso da inteligência.”

Além disso, as colaboradoras apontam que, nessa perspectiva de futuro do RIG, o recorte de gênero e a regulamentação do setor também devem ser pautas. “É possível perceber o crescimento da participação de profissionais mulheres, o que me faz muito feliz pois a área foi denominada por homens durante muito tempo”, destaca Stelle.

“Não existe democracia sem defesa de interesses, portanto, entendo que também é necessário a regulamentação correta para garantir o trabalho justo”, completa Ana Júlia.

Por fim, em três palavras, o que é RIG?

ANA JÚLIA: Loucura, organização e diálogo

BÁRBARA: Diálogo, transparência e monitoramento

STELLE: Paciência, dinamismo e ação

VANESSA: Relacionamento, sociedade e governo.

Elaborado por Beatriz Castilho, assessora da Umbelino Lôbo, em 29/05/2023.

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